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quinta-feira, 12 de março de 2015

Seca não é ‘coincidência’, presidente

“Em vez de prestar atenção aos alertas dos cientistas, a primeira administração de Dilma Rousseff dobrou a aposta na causa do problema climático: o governo subsidiou os combustíveis fósseis e deu incentivos à compra de carros", afirma o Observatório do Clima, em nota publicada no dia 09-03-2015.

Segundo o Observatório do Clima, "o governo brasileiro precisa parar de fingir que o clima do país não mudou enquanto fica torcendo pela chuva e pedindo “paciência e compreensão” dos brasileiros que estão pagando mais pela energia e pela comida. Se quiser construir uma saída duradoura para a crise atual, a presidente Dilma Rousseff precisa levar as mudanças climáticas e as energias renováveis a sério. Quem sabe aqui esteja o verdadeiro “pacto nacional” capaz de dar um novo rumo a seu segundo mandato".

Eis a nota.

Em seu pronunciamento à nação na noite do dia 8 de março, por ocasião do Dia da Mulher, a presidente Dilma Rousseff deu um passo importante: reconheceu que a “grave crise climática” que o Brasil atravessa é uma componente do quadro de deterioração econômica e ebulição social que emerge no país. Dilma, porém, chama a seca de “coincidência” e de “situação passageira”. Ao fazê-lo, não apenas ignora dados produzidos por seu próprio governo, como também perde mais uma oportunidade de atacar um problema de frente, deixando fermentar crises futuras.

O país vem desde 2011 enfrentando períodos de secas anormais, que atingiram o Nordeste e também o Centro-Sul, onde se concentra a população brasileira, onde é gerada a maior parte da nossa energia hidrelétrica e onde é produzida a maior parte dos alimentos que chegam à nossa mesa.

Diferentemente do que sugeriu a presidente, porém, a seca e seu impacto sobre a população não são obra do acaso: verões mais secos e quentes no Centro-Sul e no Nordeste do país são esperados num cenário de mudanças climáticas causadas por emissões de gases de efeito estufa. Modelos regionais de clima produzidos pelo Inpe, um órgão do governo federal, sob encomenda da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, indicam que a tendência do clima para a região neste século é de mais calor e menos chuva. O desmatamento acumulado na Amazônia pode estar contribuindo para agravar esse quadro. Relatório após relatório, o IPCC, o painel do clima da ONU, vem apontando que a frequência de eventos climáticos extremos está aumentando.

O novo clima do país veio para ficar, e novos recordes de estiagem ou de enchente são imprevisíveis – mas sabemos que eles virão. São dados que estão, para usar uma frase da própria Dilma, “ao alcance de todos e de todas”.

Em vez de prestar atenção aos alertas dos cientistas, a primeira administração de Dilma Rousseff dobrou a aposta na causa do problema climático: o governo subsidiou os combustíveis fósseis e deu incentivos à compra de carros. Quando as hidrelétricas começaram a secar, expandiu a geração por termelétricas fósseis. O então ministro de Minas e Energia, numa atitude irresponsável, exortou a população a consumir mais, quando deveria ter adotado um amplo programa de eficiência energética e redução de consumo – que talvez nos poupasse de estar agora à beira do racionamento. Essas atitudes, aliadas à confusão regulatória da renovação das concessões de energia, transformaram um evento climático extremo numa crise nacional. O novo Código Florestal, que reduz a proteção de matas ciliares, expõe os habitantes dos biomas Mata Atlântica e Cerrado a mais efeitos da seca no futuro.

O governo brasileiro precisa parar de fingir que o clima do país não mudou enquanto fica torcendo pela chuva e pedindo “paciência e compreensão” dos brasileiros que estão pagando mais pela energia e pela comida. Se quiser construir uma saída duradoura para a crise atual, a presidente Dilma Rousseff precisa levar as mudanças climáticas e as energias renováveis a sério. Quem sabe aqui esteja o verdadeiro “pacto nacional” capaz de dar um novo rumo a seu segundo mandato.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/540726-nota-do-observatorio-do-clima-seca-nao-e-coincidencia-presidente

quarta-feira, 4 de março de 2015

ÁRVORE, de Mia Couto


Árvore

cego 
de ser raiz

imóvel 
de me ascender caule

múltiplo 
de ser folha

aprendo 
a ser árvore 
enquanto 
iludo a morte 
na folha tombada do tempo


Mia Couto


segunda-feira, 2 de março de 2015

Desmatamento na Amazônia já afeta o clima. Entrevista com Antonio Donato Nobre




Embora não se possa provar que a seca na região Sudeste do país já seja uma consequência das mudanças climáticas causadas pelo desmatamento na Amazônia, sabemos que ele afeta o fornecimento de vapor para a atmosfera e prejudica o transporte deste para regiões a jusante dos rios aéreos. E sabemos que o Sudeste é receptor e dependente da umidade exportada como serviço ambiental pela floresta amazônica.

A afirmação é do pesquisador Antonio Donato Nobre, cientista  do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), autor do relatório O Futuro Climático da Amazônia, lançado no final do ano passado. Segundo Nobre, é certo que o desmatamento da Amazônia levará a um clima inóspito naquela região e que deverá afetar outras. O estudo, realizado a pedido da organização Articulación Regional Amazónica (ARA), mostrou como o efeito de bombeamento atmosférico realizado pela floresta propele rios aéreos de umidade que transportam água, alimentando chuvas em regiões distantes do oceano. “A procrastinação para acabar com o desmatamento é injustificável”, alerta.

A entrevista é de Maura Campanili, publicada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM, 27-02-2015.

Eis a entrevista.

Em seu relatório, o senhor alerta que o desmatamento da Amazônia já está influenciando o clima. Onde o clima já mudou?

Segundo observações publicadas, amplas regiões na porção oriental da Amazônia, justamente a região mais afetada por desmatamento e degradação florestal, já sofrem com a expansão na duração do período seco, redução das chuvas totais no ano e mesmo extinção de chuvas no período seco, o que torna áreas ainda preservadas de floresta suscetíveis à degradação pela invasão de fogo a partir de áreas ocupadas. A extensão na duração e intensidade da estação seca tem consequências diretas sobre a agricultura, já que diminui a água disponível no solo, prejudicando a produção. O pior é que essa parece ser uma tendência de progressão do clima, um cenário com potencial de danificar até a safra principal em regiões produtoras de grãos como no norte do Mato Grosso.  

Como a floresta influencia o clima?

As florestas nativas influenciam o clima de diversas e poderosas formas. Descrevo detalhadamente no relatório O Futuro Climático da Amazônia cinco efeitos conhecidos, a saber: a intensa transpiração das árvores condiciona e mantém a alta umidade atmosférica; os compostos orgânicos voláteis emitidos pelas folhas - os cheiros da floresta -, participam de forma determinante como sementes no processo de nucleação das nuvens e geração de chuvas abundantes; a condensação atmosférica do vapor transpirado pelas plantas rebaixa a pressão sobre a floresta, que, menor que aquela sobre o oceano, succiona o ar úmido para dentro do continente; o efeito de bombeamento atmosférico realizado pela floresta propele rios aéreos de umidade que transportam água, alimentando chuvas em regiões distantes do oceano; e o dossel rugoso da floresta freia a energia dos ventos, atenuando a violência de eventos atmosféricos. 

A seca no Sudeste já é uma consequência dessa mudança climática? O que podemos esperar para os próximos anos?

Existem nas observações do clima registros de secas fortes para o Sudeste. O que surpreendeu e assustou em 2014, além da intensidade e duração sem precedentes, foi o virtual desaparecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Essa condição deixou incapazes os modelos numéricos, até para previsões de curto prazo. Por essas características inusitadas do fenômeno climático, vários colegas cogitam tratar-se já das primeiras manifestações de mudanças climáticas associadas ao aquecimento global.

Porém, não sabemos ainda como os vários fatores interagiram para produzir a seca, quanto dela é resultado de uma forçante de mudanças climáticas globais, quanto tem a ver com o desmatamento e a degradação florestal na porção oriental da Amazônia.

Mas sabemos que parte importante da seca foi por conta da ausência do aporte de matéria-prima para chuvas, e também que a umidade amazônica não propagou para o Sudeste. Embora não possamos consultar uma bola de cristal para saber o que esperar do futuro, sabemos já que o desmatamento afeta o fornecimento de vapor para a atmosfera e prejudica o transporte deste para regiões a jusante dos rios aéreos. E sabemos que o Sudeste é receptor e dependente da umidade exportada como serviço ambiental pela floresta amazônica. Então, pode-se afirmar que se não recuperarmos a floresta, ou pior, se ainda por cima continuarmos com o desmatamento, estaremos serrando o próprio galho onde sentamos.

As metas brasileiras de redução do desmatamento são suficientes para mitigar os efeitos no clima? O que falta ser feito?

Absolutamente não. Todas as evidências científicas apontam para o fato de que o gigantesco desmatamento acumulado já afeta o clima. Isso significa que o desmatamento acumulado já passou da área máxima tolerável antes do clima ser alterado de forma permanente. Em outras palavras, é imperioso o desmatamento zero, e para ontem.

As metas brasileiras de desmatamento não somente ignoram a ciência, como postergam para décadas no futuro uma necessidade urgente de ação que deveria haver sido feita décadas atrás. Assim como a inação irresponsável de governadores e outras autoridades levou muitas cidades no Sudeste à beira do colapso no fornecimento de água, as minguadas e débeis metas brasileiras de redução do desmatamento têm chance zero de mitigar os efeitos no clima, e mais, garantem o agravamento da situação.

O que é o pior é que tal injustificável procrastinação pode levar todo o sistema Amazônico a uma situação de colapso climático, na qual se ultrapassa um ponto de não retorno levando toda a região para a savanização ou mesmo para a desertificação. Falta aos formuladores de politicas públicas, governantes, elites influentes e formadores de opinião caírem na real, absorverem diligentemente a informação qualificada disponível e agirem de acordo, o que significa colocar o Brasil na liderança de um enorme e sem precedentes esforço de guerra contra a ignorância, contra o desmatamento, contra o fogo, a fumaça e a fuligem, e a favor da restauração das florestas nativas.

domingo, 1 de março de 2015

A Árvore das práticas contemplativas !!!!!


"On the Tree of Contemplative Practices, the roots symbolize the two intentions that are the foundation of all contemplative practices. The roots of the tree encompass and transcend differences in the religious traditions from which many of the practices originated, and allow room for the inclusion of new practices that are being created in secular contexts.

The branches represent different groupings of practices. For example, Stillness Practices focus on quieting the mind and body in order to develop calmness and focus. Generative Practices may come in many different forms but share the common intent of generating thoughts and feelings, such as thoughts of devotion and compassion, rather than calming and quieting the mind. (Please note that such classifications are not definitive, and many practices could be included in more than one category.)

Because this illustration cannot possibly include all contemplative practices, we offer a free download of a blank Tree that you can customize to include your own practices. Activities not included on the tree (including those which may seem mundane, such as gardening or eating) may be understood to be contemplative practices when done with the intent of cultivating awareness and wisdom."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vejam que curiosas as informações do monsenhor André Sampaio sobre a diplomacia.


DIPLOMACIA

A diplomacia é a arte e a prática de conduzir as relações exteriores ou os negócios estrangeiros de um determinado Estado ou organização internacional. Geralmente, é empreendida por intermédio de diplomatas de carreira e envolve assuntos de guerra e paz, comércio exterior, promoção cultural, coordenação em organizações internacionais e outras organizações.

Convém distinguir entre diplomacia e política externa - a primeira é uma dimensão da segunda. A política externa é definida em última análise pela Chefia de Governo de um país ou pela alta autoridade política de um sujeito de direito internacional; já a diplomacia pode ser entendida como uma ferramenta dedicada a planejar e executar a política externa, por meio da atuação de diplomatas.

As relações diplomáticas são definidas no plano do direito internacional pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (CVRD), de 1961. 

Figurativamente, ou de forma coloquial, chama-se diplomacia o uso de delicadeza ou os bons modos, ou, ainda, astúcia para tratar qualquer negócio.

A faculdade de praticar a diplomacia é um dos elementos definidores do Estado, razão pela qual aquela tem sido exercida desde a formação das primeiras cidades-Estado, há milênios. 

Na Antiguidade e na Idade Média, os diplomatas eram quase sempre enviados apenas para negociações específicas, retornando com a sua conclusão. A história registra como primeiros agentes diplomáticos permanentes os apocrisiários, representantes do Papa e de outros Patriarcas católicos junto a Bizâncio. Também exerciam suas funções de modo permanente os procuratores in Romanam Curiam, representantes dos soberanos europeus junto ao Papa em Roma. Com estas duas instituições (apocrisiários e procuratores) surgiram os primeiros conceitos do que viria a ser a diplomacia moderna, como as instruções, as credenciais e as imunidades. Os representantes diplomáticos do Papa são os Núncios Apostólicos e o corpo diplomático é composto de sacerdotes do clero diocesano.

A origem da diplomacia moderna pode ser encontrada nos Estados da Itália Setentrional, no começo do Renascimento, com o estabelecimento das primeiras Missões diplomáticas no século XIII. A primeira Missão diplomática permanente foi estabelecida por Milão em 1446 junto ao governo de Florença. No norte da Itália surgiram diversas das tradições da diplomacia, como a apresentação de credenciais dos embaixadores estrangeiros ao Chefe de Estado.

Dentre as grandes potências europeias, a Espanha foi a primeira a manter um representante permanente no exterior - na corte inglesa, a partir de 1487. No final do século XVI, o estabelecimento de Missões permanentes já se havia tornado frequente na Europa.

Naquela época,[carece de fontes] a ideia de um diplomata era a definição de Henry Wotton: "um homem correto enviado ao estrangeiro para mentir por sua pátria", como disse quando em missão em prol da Inglaterra em Augsburgo, em 1604.

Ao instituir o sistema do equilíbrio europeu, a Paz de Vestfália (1648) consolidou a necessidade das Missões diplomáticas permanentes, por meio das quais os Estados europeus buscavam criar ou preservar alianças.

Como os embaixadores eram, como regra geral, membros da nobreza ou políticos com pouca experiência em relações exteriores, criou-se uma crescente base de diplomatas profissionais nas Missões no exterior. Na mesma época, começavam a ser estruturados os Ministérios do Exterior nas principais capitais europeias.

Com a presença permanente de enviados diplomáticos nas capitais europeias, surgiram conceitos como o de precedência, que organizava os chefes de Missão estrangeiros em ordem de importância. As regras a esse respeito variavam de país para país e eram com frequência confusas, distinguindo entre representantes de monarquias e repúblicas, ou conforme a religião oficial do Estado acreditante. O Congresso de Viena de 1815 criou um sistema de precedência diplomática, mas o tema continuou a ser fonte de discordância até o século XX, quando foi regulado definitivamente, pelo art. 16 da CVRD.

A primeira Embaixada enviada por um Estado europeu ao Oriente foi a da Inglaterra junto ao imperador mogol, em 1615.5 As tradições diplomáticas fora da Europa diferiam em muito das europeias, especialmente no que se refere aos grandes impérios como o Otomano ou o chinês, que se consideravam superiores aos outros Estados. Por fim, a expansão europeia nos séculos XVIII e XIX levou consigo a prática diplomática daquele continente, tornando-a universal.

Consideram-se funções tradicionais da diplomacia as tarefas de negociar, informar e representar.

A tarefa de negociar consiste em manter relações com o objetivo de concluir um acordo. O diplomata negocia em nome e por conta do Estado que representa, com o propósito de defender os interesses daquele Estado. Quanto ao número de partes, a negociação pode ser bilateral ou multilateral. A negociação bilateral dá-se entre duas partes. A multilateral envolve mais de duas partes e costuma ocorrer no âmbito de conferências ou de organizações internacionais.

A tarefa de informar define-se como o dever e a prerrogativa do diplomata no sentido de inteirar-se por todos os meios lícitos das condições existentes e da evolução dos acontecimentos de um determinado Estado e comunicá-las ao governo do seu Estado. Em geral, esta função é desempenhada por diplomatas acreditados junto ao governo do Estado acerca do qual informam.

A função de representar inclui a tarefa de fazer patente a presença do Estado representado em eventos internacionais ou estrangeiros (no jargão diplomático, "mostrar a bandeira"). Inclui, também, em certos casos, o recebimento de poderes do Estado representado para, em nome e por conta deste último, praticar atos de interesse daquele Estado.

Modernamente, costuma-se incluir entre as funções da diplomacia as de promover o comércio exterior ("promoção comercial") e a imagem do Estado representado ("diplomacia pública").

O direito internacional reconhece aos Estados a faculdade de exercer proteção diplomática sobre os interesses de seus nacionais. Assim sendo, dentro dos limites do direito internacional, uma Missão diplomática pode defender os interesses de uma empresa ou de um indivíduo de seu país.

O termo "diplomacia parlamentar" foi criado em 1955 por Dean Rusk para designar as negociações multilaterais que ocorrem no âmbito da ONU e foi posteriormente estendido às demais organizações internacionais. A diplomacia parlamentar distingue-se por ocorrer no seio de organização internacional, seguir regras de procedimento e contar com debate permanente (assemelhando-se, portanto, ao que ocorre com os parlamentos nacionais). Mais recentemente, encontram-se também referências à diplomacia parlamentar como sendo a conduzida pelos membros dos parlamentos nacionais.

O Estado mantém relações diplomáticas por intermédio de órgãos especializados. Tais órgãos costumam organizar-se em torno de um Ministério do Exterior (ou denominação semelhante: ministério das relações exteriores, ministério dos negócios estrangeiros, departamento de relações exteriores, departamento de estado, secretaria de relações exteriores etc.) e contar com um quadro de profissionais que representam o Estado junto a outros governos, o chamado "serviço diplomático".

Ao lado da diplomacia profissional, os Estados também lançam mão de missões temporárias ao exterior ("diplomacia ad hoc") para desempenhar determinada função (negociar um tratado, por exemplo). Este tipo de missão pode envolver outros órgãos do Estado, como os ministérios de comércio, fazenda, agricultura, defesa etc.

A Missão diplomática é constituída por um grupo de funcionários de um Estado (Estado acreditante) ou organização internacional, presentes no território de outro Estado (Estado acreditado ou acreditador), cujo objetivo é representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado. Em termos práticos, costuma ser uma Missão permanente de um Estado localizada na capital de outro Estado.

Denomina-se "diplomata" o funcionário pertencente ao serviço diplomático de um Estado; "Missão diplomática", um grupo de diplomatas de mesma nacionalidade acreditados junto a um Estado estrangeiro. O conjunto de diplomatas de todas as nacionalidades presentes no território de um determinado Estado denomina-se "corpo diplomático". O corpo diplomático acreditado em uma determinada capital costuma ter um "decano" (o embaixador há mais tempo naquela capital; em alguns lugares, a posição é reservada ao núncio apostólico), com função de porta-voz dos interesses do conjunto dos diplomatas estrangeiros.

As Missões diplomáticas podem ser de um dentre três níveis, a depender da classe do chefe da missão:

Embaixada, chefiada por um embaixador: nível mais elevado de uma Missão diplomática. As Embaixadas estabelecidas pela Santa Sé costumam chamar-se Nunciaturas Apostólicas e ser chefiadas por Núncios.

Legações, chefiadas por ministros plenipotenciários (ou Inter-Núncios, no caso da Santa Sé).
Encarregaturas de Negócios, chefiadas por encarregados de negócios, o nível mais baixo de uma Missão diplomática.

Na prática, atualmente as Missões diplomáticas são chefiadas por embaixadores. A maioria das Missões de outro nível foi elevada à categoria de Embaixada logo após a Segunda Guerra Mundial.

Convém não confundir o titular de uma Encarregatura de Negócios (o encarregado de negócios) - nível de representação diplomática hoje extremamente raro - com a função temporária de Encarregado de Negócios ad interim (ou a.i.), correspondente ao diplomata que assume a chefia provisória de uma Missão diplomática na ausência do titular (o embaixador).

Em geral, as Missões diplomáticas no exterior reportam-se a e recebem instruções do respectivo Ministério do Exterior (ou dos Negócios Estrangeiros).

A imunidade diplomática é uma forma de imunidade legal e uma política entre governos que assegura às Missões diplomáticas inviolabilidade, e aos diplomatas salvo-conduto, isenção fiscal e de outras prestações públicas (como serviço militar obrigatório), bem como de jurisdição civil e penal e de execução.

O padroeiro dos diplomatas e do exercício da diplomacia é o São Gabriel.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Para refletir: o mais íntimo é o mais universal !

What Is Most Personal Is Most Universal



We like to make a distinction between our private and public lives and say, “Whatever I do in my private life is nobody else’s business.”

But anyone trying to live a spiritual life will soon discover that the most personal is the most universal, the most hidden is the most public, and the most solitary is the most communal. What we live in the most intimate places of our beings is not just for us but for all people.

That is why our inner lives are lives for others. That is why our solitude is a gift to our community, and that is why our most secret thoughts affect our common life.

Jesus says, “No one lights a lamp to put it under a tub; they put it on the lamp-stand where it shines for everyone in the house” (Matthew 5:14-15). The most inner light is a light for the world. Let’s not have “double lives”; let us allow what we live in private to be known in public.









Henri J. M. Nouwen


http://wp.henrinouwen.org/daily_meditation_blog/