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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Diante de um mundo renovado e cheio de novas ideias, Rahner grita: EU NÃO SOU APENAS UMA IDEIA ! Vamos entender a relação de seu grito a partir do mundo em que ele vivia e que caminhava rapidamente para a secularização..


Neste mundo, então o centro das inovações, surge uma vanguarda que escandaliza, que prega a renovação da sociedade por meio da guerra e a convivência com o contraditório. 

Isso não quer dizer que o mundo que Rahner viu parecesse louco: muito mais do que isso, o que Rahner viu, foi a reação que fez surgir o antimoderno e que obrigou o “esforço quotidiano” de suas ideias a dialogar o cristianismo com os expoentes da filosofia, da política, das ciências e da cultura de então, a partir do belo arrazoado que ele mesmo dá:

Eu não sou apenas uma ideia; eu não posso abandonar a história nas mãos das minhas ideias. 
Por isso, eu sei que a história de Jesus não pode derrotar-me e deixar-me abandonado, ainda que, naturalmente, ela se encontre carregada de todo o relativismo do histórico e com todas as obscuridades do conhecimento dos fatos consumados (1).

Assim, atento ao mundo e às mudanças no seu entorno, Rahner manteve em sua vida pessoal amizade com escritores, como a novelista Luise Rinser (2), ensaístas e poetas católicos, que lhe renderam demonstrações desse seu cuidado na observação lúcida do mundo que o cercava, o que foi perenizado na edição de livros comemorativos de várias datas natalícias suas. 

Na passagem de seus 60 anos (3), a edição conta com textos de Heinrich Böll (4) e de Gertrud von Le Fort (5), além do filósofo M. Heidegger, dos teólogos protestantes ecumênicos, K. Barth, R. Bultmann e G. Ebeling (6), dentre centenas de outros nomes.

Acredito que este grito de Rahner - Eu não sou apenas uma ideia; eu não posso abandonar a história nas mãos das minhas ideias - seja um verdadeiro ato de fé. Rahner não admite que as ideias que brotavam de todos lados da renovada cultura de então pudessem incorporar e reduzir Jesus Cristo a mais uma boa ideia...

Para o cristão, este é um perigo recorrente, porque quanto mais eu reduzo Jesus apenas ao que nós hoje descobrimos sobre o Jesus histórico, mais eu me sinto derrotada e abandonada, diante da ausência de Deus.

Nós sabemos, e sabemos disso com muito orgulho e alegria pelo trabalho humano, que  nos últimos 50 anos, a ciência histórica descobriu mais dados sobre a Bíblia e, em especial, sobre as análises do Jesus histórico, do que em todo o restante da era cristã.

Mas devemos estar atentos, porque Jesus Cristo, o Senhor, é inalcançável cientificamente! As pesquisas históricas enriquecem o nosso conhecimento sobre a sua historicidade humana. Mas o Cristo, o nosso Senhor Jesus, só conhecemos por meio do Espírito Santo de Deus.



(1) RAHNER. SZT, vol. XIV (1980), 17-18. Citado por H. Vorgrimler, in Karl Rahner: Experiencia de Dios en su vida y en su pensamiento (abaixo como EDV) 16.
(2) Luise Rinser (1911-2002) uma das maiores novelistas e contistas do século passado, vendeu mais de cinco milhões de livros em alemão, fora as traduções em vinte outros idiomas. Alemã, nascida na Bavária, católica, teve a vida marcada por desafios: feminista, pacifista, lutou contra armas nucleares e protestou contra as guerras. Fez campanha por Willy Brandt e em 1984 concorreu à presidência do então jovem Partido Verde.  Casou-se com o músico Günther Schnell e com ele teve duas filhas. Com a ascensão do Nazismo e a recusa do casal em colaborar com o regime, teve seu marido morto em 1943 e ela, sob igual condenação foi presa e escapou da morte com o fim da Guerra.  Em 1954, casou-se com o já então famoso compositor de Carmina Burana (1927), Karl Orff, de quem se divorciou em 1959. . In EDV. p. 114-116. 
(3) Ao completar 60 anos, Rahner recebeu esta homenagem em dois volumes de 667 e 964 páginas, respectivamente. O título, Deus no mundo. A “Tábula gratulatória” incluía 14 cardeais, 2 patriarcas, 24 arcebispos, 150 bispos, numerosos teólogos protestantes, além de 564 pessoas de todos os âmbitos imagináveis. Rahner considerou esta impressionante lista de nomes como um tipo de escudo protetor. In EDV 121. 
(4) Heinrich Böll (1917-1985), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1972, deixou uma vasta obra cuja tônica é a luta contra a omissão, a injustiça e a opressão. Defensor implacável dos direitos humanos, antimilitarista convicto e um dos primeiros ativistas em defesa do meio ambiente, pela sua postura inabalável, pelo seu papel na divulgação dos ideais democráticos e o seu ativo engajamento nas causas pacifistas, Böll foi eleito o símbolo da integridade humana.
(5) Gertrud von Le Fort (1876-1971), protestante convertida ao catolicismo, a poetiza alemã é autora de vários livros, tendo alguns deles sido reescritos para o teatro e o cinema.
(6) EDV 121.  

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Este Blog fica feliz quando vê um trabalho bonito feito este mapa do mundo, do nosso IBGE.

Vai para o Blog porque este Blog é do Mundo. Clique só ...
http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php

A manifestação do Espírito Santo de Deus e a nossa cultura, as expressões artísticas e as ciências.


Rahner foi defensor de que a revelação de Deus se expressa para além da teologia científica.

Isto é muito importante se observarmos o ¨mundo¨em que ele viveu, marcado por dores e feridas incríveis como o nazismo vivido em sua própria terra natal. 

Foi sentindo “as novas questões” trazidas pela história e pela cultura de seu tempo - em que explodiram uma série de movimentos de ruptura e que refletiam as guerras nos limites humanos -, que ele alertou:

[...] Finalmente, acresce a variada manifestação não-científica da vida do Espírito na arte, na poesia e na sociedade, multiplicidade tão vasta que nem tudo que aí aparece é mediado quer pelas filosofias quer pelas próprias ciências pluralistas e, contudo, representa uma forma do Espírito e da autocompreensão humana com que a teologia tem que ver de alguma forma.


CFF 19.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2012: no Ano da Fé, vamos cantar COM FÉ




Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...(4x)
Que a fé tá na mulher
A fé tá na cobra coral
Oh! Oh!
Num pedaço de pão...

A fé tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh! Oh!
Na luz, na escuridão...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh Minina!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...

A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer
Oh! Oh!
No calor do verão...

A fé tá viva e sã
A fé também tá prá morrer
Oh! Oh!
Triste na solidão...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh Minina!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...

Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Oh! Oh!
A pé ou de avião...

Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Oh! Oh!
Pelo sim, pelo não...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê!

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...

Olêlê, vamos lá!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...(4x)

2012, o Ano da Fé: clique e leia o documento da Congregação para a Doutrina da Fé que divulga nota pastoral com indicações para o Ano da Fé. Trata-se de documento precioso para todas as instâncias cristãs. Procuremos ler e acompanhar !!!


Vamos ler com calma e participar do nosso jeito !!!

Congregação para a Doutrina da Fé divulga nota pastoral com indicações para o Ano da Fé