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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vejam que curiosas as informações do monsenhor André Sampaio sobre a diplomacia.


DIPLOMACIA

A diplomacia é a arte e a prática de conduzir as relações exteriores ou os negócios estrangeiros de um determinado Estado ou organização internacional. Geralmente, é empreendida por intermédio de diplomatas de carreira e envolve assuntos de guerra e paz, comércio exterior, promoção cultural, coordenação em organizações internacionais e outras organizações.

Convém distinguir entre diplomacia e política externa - a primeira é uma dimensão da segunda. A política externa é definida em última análise pela Chefia de Governo de um país ou pela alta autoridade política de um sujeito de direito internacional; já a diplomacia pode ser entendida como uma ferramenta dedicada a planejar e executar a política externa, por meio da atuação de diplomatas.

As relações diplomáticas são definidas no plano do direito internacional pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (CVRD), de 1961. 

Figurativamente, ou de forma coloquial, chama-se diplomacia o uso de delicadeza ou os bons modos, ou, ainda, astúcia para tratar qualquer negócio.

A faculdade de praticar a diplomacia é um dos elementos definidores do Estado, razão pela qual aquela tem sido exercida desde a formação das primeiras cidades-Estado, há milênios. 

Na Antiguidade e na Idade Média, os diplomatas eram quase sempre enviados apenas para negociações específicas, retornando com a sua conclusão. A história registra como primeiros agentes diplomáticos permanentes os apocrisiários, representantes do Papa e de outros Patriarcas católicos junto a Bizâncio. Também exerciam suas funções de modo permanente os procuratores in Romanam Curiam, representantes dos soberanos europeus junto ao Papa em Roma. Com estas duas instituições (apocrisiários e procuratores) surgiram os primeiros conceitos do que viria a ser a diplomacia moderna, como as instruções, as credenciais e as imunidades. Os representantes diplomáticos do Papa são os Núncios Apostólicos e o corpo diplomático é composto de sacerdotes do clero diocesano.

A origem da diplomacia moderna pode ser encontrada nos Estados da Itália Setentrional, no começo do Renascimento, com o estabelecimento das primeiras Missões diplomáticas no século XIII. A primeira Missão diplomática permanente foi estabelecida por Milão em 1446 junto ao governo de Florença. No norte da Itália surgiram diversas das tradições da diplomacia, como a apresentação de credenciais dos embaixadores estrangeiros ao Chefe de Estado.

Dentre as grandes potências europeias, a Espanha foi a primeira a manter um representante permanente no exterior - na corte inglesa, a partir de 1487. No final do século XVI, o estabelecimento de Missões permanentes já se havia tornado frequente na Europa.

Naquela época,[carece de fontes] a ideia de um diplomata era a definição de Henry Wotton: "um homem correto enviado ao estrangeiro para mentir por sua pátria", como disse quando em missão em prol da Inglaterra em Augsburgo, em 1604.

Ao instituir o sistema do equilíbrio europeu, a Paz de Vestfália (1648) consolidou a necessidade das Missões diplomáticas permanentes, por meio das quais os Estados europeus buscavam criar ou preservar alianças.

Como os embaixadores eram, como regra geral, membros da nobreza ou políticos com pouca experiência em relações exteriores, criou-se uma crescente base de diplomatas profissionais nas Missões no exterior. Na mesma época, começavam a ser estruturados os Ministérios do Exterior nas principais capitais europeias.

Com a presença permanente de enviados diplomáticos nas capitais europeias, surgiram conceitos como o de precedência, que organizava os chefes de Missão estrangeiros em ordem de importância. As regras a esse respeito variavam de país para país e eram com frequência confusas, distinguindo entre representantes de monarquias e repúblicas, ou conforme a religião oficial do Estado acreditante. O Congresso de Viena de 1815 criou um sistema de precedência diplomática, mas o tema continuou a ser fonte de discordância até o século XX, quando foi regulado definitivamente, pelo art. 16 da CVRD.

A primeira Embaixada enviada por um Estado europeu ao Oriente foi a da Inglaterra junto ao imperador mogol, em 1615.5 As tradições diplomáticas fora da Europa diferiam em muito das europeias, especialmente no que se refere aos grandes impérios como o Otomano ou o chinês, que se consideravam superiores aos outros Estados. Por fim, a expansão europeia nos séculos XVIII e XIX levou consigo a prática diplomática daquele continente, tornando-a universal.

Consideram-se funções tradicionais da diplomacia as tarefas de negociar, informar e representar.

A tarefa de negociar consiste em manter relações com o objetivo de concluir um acordo. O diplomata negocia em nome e por conta do Estado que representa, com o propósito de defender os interesses daquele Estado. Quanto ao número de partes, a negociação pode ser bilateral ou multilateral. A negociação bilateral dá-se entre duas partes. A multilateral envolve mais de duas partes e costuma ocorrer no âmbito de conferências ou de organizações internacionais.

A tarefa de informar define-se como o dever e a prerrogativa do diplomata no sentido de inteirar-se por todos os meios lícitos das condições existentes e da evolução dos acontecimentos de um determinado Estado e comunicá-las ao governo do seu Estado. Em geral, esta função é desempenhada por diplomatas acreditados junto ao governo do Estado acerca do qual informam.

A função de representar inclui a tarefa de fazer patente a presença do Estado representado em eventos internacionais ou estrangeiros (no jargão diplomático, "mostrar a bandeira"). Inclui, também, em certos casos, o recebimento de poderes do Estado representado para, em nome e por conta deste último, praticar atos de interesse daquele Estado.

Modernamente, costuma-se incluir entre as funções da diplomacia as de promover o comércio exterior ("promoção comercial") e a imagem do Estado representado ("diplomacia pública").

O direito internacional reconhece aos Estados a faculdade de exercer proteção diplomática sobre os interesses de seus nacionais. Assim sendo, dentro dos limites do direito internacional, uma Missão diplomática pode defender os interesses de uma empresa ou de um indivíduo de seu país.

O termo "diplomacia parlamentar" foi criado em 1955 por Dean Rusk para designar as negociações multilaterais que ocorrem no âmbito da ONU e foi posteriormente estendido às demais organizações internacionais. A diplomacia parlamentar distingue-se por ocorrer no seio de organização internacional, seguir regras de procedimento e contar com debate permanente (assemelhando-se, portanto, ao que ocorre com os parlamentos nacionais). Mais recentemente, encontram-se também referências à diplomacia parlamentar como sendo a conduzida pelos membros dos parlamentos nacionais.

O Estado mantém relações diplomáticas por intermédio de órgãos especializados. Tais órgãos costumam organizar-se em torno de um Ministério do Exterior (ou denominação semelhante: ministério das relações exteriores, ministério dos negócios estrangeiros, departamento de relações exteriores, departamento de estado, secretaria de relações exteriores etc.) e contar com um quadro de profissionais que representam o Estado junto a outros governos, o chamado "serviço diplomático".

Ao lado da diplomacia profissional, os Estados também lançam mão de missões temporárias ao exterior ("diplomacia ad hoc") para desempenhar determinada função (negociar um tratado, por exemplo). Este tipo de missão pode envolver outros órgãos do Estado, como os ministérios de comércio, fazenda, agricultura, defesa etc.

A Missão diplomática é constituída por um grupo de funcionários de um Estado (Estado acreditante) ou organização internacional, presentes no território de outro Estado (Estado acreditado ou acreditador), cujo objetivo é representar o Estado acreditante perante o Estado acreditado. Em termos práticos, costuma ser uma Missão permanente de um Estado localizada na capital de outro Estado.

Denomina-se "diplomata" o funcionário pertencente ao serviço diplomático de um Estado; "Missão diplomática", um grupo de diplomatas de mesma nacionalidade acreditados junto a um Estado estrangeiro. O conjunto de diplomatas de todas as nacionalidades presentes no território de um determinado Estado denomina-se "corpo diplomático". O corpo diplomático acreditado em uma determinada capital costuma ter um "decano" (o embaixador há mais tempo naquela capital; em alguns lugares, a posição é reservada ao núncio apostólico), com função de porta-voz dos interesses do conjunto dos diplomatas estrangeiros.

As Missões diplomáticas podem ser de um dentre três níveis, a depender da classe do chefe da missão:

Embaixada, chefiada por um embaixador: nível mais elevado de uma Missão diplomática. As Embaixadas estabelecidas pela Santa Sé costumam chamar-se Nunciaturas Apostólicas e ser chefiadas por Núncios.

Legações, chefiadas por ministros plenipotenciários (ou Inter-Núncios, no caso da Santa Sé).
Encarregaturas de Negócios, chefiadas por encarregados de negócios, o nível mais baixo de uma Missão diplomática.

Na prática, atualmente as Missões diplomáticas são chefiadas por embaixadores. A maioria das Missões de outro nível foi elevada à categoria de Embaixada logo após a Segunda Guerra Mundial.

Convém não confundir o titular de uma Encarregatura de Negócios (o encarregado de negócios) - nível de representação diplomática hoje extremamente raro - com a função temporária de Encarregado de Negócios ad interim (ou a.i.), correspondente ao diplomata que assume a chefia provisória de uma Missão diplomática na ausência do titular (o embaixador).

Em geral, as Missões diplomáticas no exterior reportam-se a e recebem instruções do respectivo Ministério do Exterior (ou dos Negócios Estrangeiros).

A imunidade diplomática é uma forma de imunidade legal e uma política entre governos que assegura às Missões diplomáticas inviolabilidade, e aos diplomatas salvo-conduto, isenção fiscal e de outras prestações públicas (como serviço militar obrigatório), bem como de jurisdição civil e penal e de execução.

O padroeiro dos diplomatas e do exercício da diplomacia é o São Gabriel.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Para refletir: o mais íntimo é o mais universal !

What Is Most Personal Is Most Universal



We like to make a distinction between our private and public lives and say, “Whatever I do in my private life is nobody else’s business.”

But anyone trying to live a spiritual life will soon discover that the most personal is the most universal, the most hidden is the most public, and the most solitary is the most communal. What we live in the most intimate places of our beings is not just for us but for all people.

That is why our inner lives are lives for others. That is why our solitude is a gift to our community, and that is why our most secret thoughts affect our common life.

Jesus says, “No one lights a lamp to put it under a tub; they put it on the lamp-stand where it shines for everyone in the house” (Matthew 5:14-15). The most inner light is a light for the world. Let’s not have “double lives”; let us allow what we live in private to be known in public.









Henri J. M. Nouwen


http://wp.henrinouwen.org/daily_meditation_blog/

Retiro Inaciano com um grande pregador: pe. Manoel Eduardo IGLESIAS SJ. Faça a experiência !


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Divulgo este espaço dedicado à vida e à obra do pe. Libanio, com muito gosto e gratidão por tudo que aprendi dele e com ele.

clique aqui:  J.B. Libano


Ícone dos 21 mártires coptas da Líbia


"Sê fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida” 
"Sii fedele fino alla morte e ti darò la corona della vita" (Ap 2,10).


"Nenhuma diferença de língua, de ritos, de calendários, de formulações teológicas, nenhuma disputa secular resiste diante do fato que estes coptas – como todos os seus coirmãos mártires de outras confissões – são simplesmente “cristãos”, discípulos de Cristo com toda a sua vida, até morrer", a opinião é do monge e teólogo italiano Enzo Bianchi, prior e fundador da Comunidade de Bose, em artigo publicado pelo jornal La Stampa, 22-02-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

Eis o artigo.

Neste ano as Igrejas cristãs não celebrarão na mesma data a festa da Páscoa: não obstante, apesar de chegarem de muitas partes, e em particular do patriarca da Igreja copta Tawadros, repetidos convites a celebrar juntos a fé na ressurreição de Jesus Cristo, este sinal eloqüente ainda não é possível. Em consequência, nem sequer a quaresma encontra coincidência de datas. No entanto, trágicas vivências destes dias colocaram em comum todas as igrejas cristãs nos sofrimentos e nas lágrimas, precisamente no momento no qual as do Ocidente entram no período de conversão e arrependimento em preparação da Páscoa.

Assim, o metropolita Onufrio de Kiev, primaz da Igreja ortodoxa ucraniana, num acurado apelo aos fiéis e aos concidadãos, convidou a viver os dias habitualmente festivos que precedem a quaresma num clima de prece, de jejum e de arrependimento: “fazendo memória da tragédia sangrenta de Maidan – escreve o metropolita – e recordando os milhares de vítimas que houve no ano passado na parte oriental do país, recordando que também hoje, talvez neste exato momento, o povo dali está perdendo a vida, a Igreja ortodoxa da Ucrânia anula todas as festividades que por tradição se celebram neste período do ano. Convido os representantes da cultura e das artes, a mídia, todos os nossos concidadãos a unir-se em tal iniciativa. Este não é o momento de diversões e de gozos. É o momento da prece e do jejum, o momento da expiação dos pecados pelo futuro do nosso país e daqueles que nele viverão”.

Mas, o evento sanguinolento que de modo ainda mais perturbador uniu os cristãos de todas as confissões foi o bárbaro assassinato na Líbia de vinte e um operários cristãos coptas, trucidados por mãos do Estado Islâmico. O Papa Francisco, recebida a notícia, não hesitou em realizar um gesto litúrgico inaudito, comemorar numa eucaristia católica cristãos de outra confissão: “Oferecemos esta Missa pelos nossos vinte e um irmãos coptas, degolados pelo simples motivo de serem cristãos... rezamos por eles, que o Senhor como mártir os acolha, pelas suas famílias, pelo meu irmão [o Patriarca copta] Tawadros que sofre tanto”.

Palavras de grande intensidade espiritual, antes ainda que de profunda comparticipação na dor. E a evocação do termo ”martírio” não é casual. A mídia de todo o mundo, de fato, retomou quanto foi difundido pelos ambientes coptas: aqueles simples operários imigrantes, no momento em que eram trucidados invocaram o nome de Jesus Cristo e se confiaram a Ele, não renegaram sua fé que constituía o único motivo daquela morte violenta. As imagens provêem de uma localidade desconhecida da Líbia, às margens do Mediterrâneo e foram realizadas e difundidas com as mais requintadas técnicas modernas, e, no entanto nos referem diretamente aos Acta martyrum, aquelas escassas, mas eficazes narrações do martírio sofrido por cristãos dos primeiros séculos – alguns mortos pelas mesmas lides do ecídio destes dias – os quais, diante dos tribunais, de milícias armadas, juízes e imperadores, confirmavam com sua morte o sentido que tinham dado às suas vidas.

Eram pessoas simples esses cristãos coptas, emigrados para trabalho, preocupados pelas famílias deixadas em El Minya no Egito, assim como eram simples operários católicos aqueles catorze croatas degolados há vinte anos num canteiro de obras perto do Mosteiro de Tibhirine na Algéria, no cume do trauma fundamentalista vivido por aquele país.

Como todos os seus coirmãos, estes coptas – dos quais nos é caro referir aqui todos os nomes: Milad, Abanub, Maed, Yusuf, Kirollos, Bishoy e seu irmão Somali, Malak, Tawadros, Girgis, Mina, Hany, Bishoy, Samuel, Ezat, Loqa, Gaber, Esam, Malak, Sameh e um operário “da aldeia de Awr” que ficou sem nome – carregavam no pulso desde seu batismo uma única tatuagem, a cruz de Cristo, para que, se até as palavras não tivessem podido expressar sua fé, esta era testemunhada pela sua carne. É o ecumenismo do sangue, frequentemente evocado pelo Papa Francisco: dos bárbaros assassínios vem o paradoxal reconhecimento que os discípulos do Senhor são “uma só coisa”, entre eles e com o seu Senhor.

Nenhuma diferença de língua, de ritos, de calendários, de formulações teológicas, nenhuma disputa secular resiste diante do fato que estes coptas – como todos os seus coirmãos mártires de outras confissões – são simplesmente “cristãos”, discípulos de Cristo com toda a sua vida, até morrer. Às vezes o mártir é eliminado porque as suas palavras e os seus gestos perturbaram a quem opera impunemente o mal – se pense no bispo Romero ou em dom Pino Puglisi – o mártir é morto por aquilo que “tem feito”, outras vezes, como aqui, simplesmente por aquilo que “é” e não renuncia a ser: um testemunho de Cristo.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/540114-os-21-cristaos-coptas-assassinados

O Salmo 50 (51), Miserere, um dos mais belos atos de contrição, costuma ser rezado às sextas-feiras da Quaresma, nas laudes da Liturgia das Horas.



Sl 50 (51) Tende piedade, ó meu Deus!

 3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *
  Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
4 Lavai-me todo inteiro do pecado, *
  e apagai completamente a minha culpa!

5 Eu reconheço toda a minha iniquidade, *
  o meu pecado está sempre à minha frente.
6 Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, *
  e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Mostrais assim quanto sois justo na sentença, *
  e quanto é reto o julgamento que fazeis.
7 Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade *
 e pecador minha mãe me concebeu.

8 Mas vós amais os corações que são sinceros, *
  na intimidade me ensinais sabedoria.
9  Aspergi-me e serei puro do pecado, *
  e mais branco do que a neve ficarei.

10 Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, *
  e exultarão estes meus ossos que esmagastes.
11 Desviai o vosso olhar dos meus pecados *
  e apagai todas as minhas transgressões!

12 Criai em mim um coração que seja puro, *
  dai-me de novo um espírito decidido.
13 ó Senhor, não me afasteis de vossa face, *
  nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo *
  e confirmai-me com espírito generoso!
15 Ensinarei vosso caminho aos pecadores, *
  e para vós se voltarão os transviados.

16 Da morte como pena, libertai-me, *
  e minha língua exaltará vossa justiça!
17 Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, *
  e minha boca anunciará vosso louvor!

18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, *
  e, se oferto um holocausto, o rejeitais.
19 Meu sacrifício é minha alma penitente, *
  não desprezeis um coração arrependido!

20 Sede benigno com Sião, por vossa graça, *
  reconstruí Jerusalém e os seus muros!
21 E aceitareis o verdadeiro sacrifício, *
  os holocaustos e oblações em vosso altar!